Quem sou eu
Edimara Celi, nasceu e foi criada na dificuldade, cresceu valorizando as oportunidades.
Edimara Celi, empreendedora social, ativista e articuladora de oportunidades para quem mais precisa, nascida em Campo Grande na Zona Oeste do Rio, criada na Vila Kennedy em Bangu. Formada pela força das periferias cariocas. Uma trajetória que une empreendedorismo, afroturismo, educação popular e fortalecimento de mulheres e comunidades periféricas, transformando vivência em impacto social coletivo.
“Aprendi com minha mãe que dignidade se constrói todo dia, com pequenas escolhas e muita coragem.”
Comecei a trabalhar muito jovem, aos 17 anos trabalhei como vendedora no Saara, para ajudar a minha família, e estudando à noite, perdi o ano letivo, devido às dificuldades no transporte do Centro da cidade até Vila Kennedy, onde cursei o 2° grau no CIEP 224. Cada diploma, cada curso, cada porta aberta que conquistei veio acompanhado da certeza de que eu precisava de alguma forma, abrir portas para outras pessoas como eu. Por isso, sempre vi a educação e o empreendedorismo como caminhos de transformação.
Ao longo de duas décadas, atuo como educadora popular, articuladora política, líder comunitária e gestora pública. Sou co-fundadora de organizações sociais e políticas de âmbito nacional, e fundei redes que conectam empreendedorismo, sustentabilidade, direitos e combate à fome, à discriminação racial e violência de gênero. Vibro com o poder alcançado por uma mulher, quando ela entende que pode produzir, decidir e prosperar dentro do próprio território, a partir daquilo que ela empreende, garantindo dignidade para suas famílias.
Conheço e acredito na potência da população periférica. É na favela onde nasce a maior parte da economia popular brasileira, é onde se inventa todo dia uma nova forma de cuidar e de gerar renda para sobrevivência. Meu trabalho é desenvolver ferramentas e estruturas que impulsionam a potência que já existe nas pessoas e no território.
Minha mãe me criou contando com outras mulheres que agiam em rede, para que eu e meus irmãos crescêssemos em segurança. Cuidar sempre foi para mim, um trabalho coletivo, que nenhuma mãe deveria fazer sozinha. Por isso, parte da minha atuação se dedica a apoiar famílias que vivem a maternidade e paternidade atípica, com pouca informação, quase nenhum suporte e muita sobrecarga.
Hoje, sigo caminhando entre rodas de conversa, para entender as demandas reais da população e o desenvolvimento de políticas públicas para territórios vulneráveis, enquanto gestora. Carrego valores que aprendi com minha mãe e minhas avós, por todos os lugares onde vou. E sigo acreditando que, quando uma mulher empreende, uma família floresce, e quando uma rede de mulheres empreende, um território inteiro se transforma.
O que me sustenta
Verdade
Trabalho
Justiça econômica
Educação como ponte
Fé e ancestralidade
"Eu não chego aqui sozinha. Cheguei porque minha mãe batalhou, acreditou e apoiou cada um dos meus sonhos. Cheguei porque minha avó Edna, referência de fé, evangélica, uma das fundadoras da Assembléia de Deus em Campo Grande orou, e minha avó Joana, mulher de fé, mesmo lá de São Luís do Maranhão, sempre rezou a meu favor, para que os Santos da igreja católica me abençoasse com vida longa e próspera. E eu chego aqui respeitando toda a minha ancestralidade, e aprendo a cada dia mais com a força dos Orixás que me fortalecem através da natureza e do amor ao próximo."
Edimara Celi
Há um caminho muito bonito até aqui.
Conheça mais sobre momentos importantes, marcantes e de construção que moldaram essa trajetória que nasce na zona oeste do Rio de Janeiro e alcança o Brasil.
Veja minha trajetória